terça-feira, 20 de novembro de 2007

A Medida da Paixão

Já me prometi tantas vezes não usar mais a expressão "esta foi a maior dor da minha vida", e sempre descumpri a promessa. Parece que a vida quer testar o limite, e envia em seguida uma dor ainda maior. E esta busca insana pelo recorde, pelo limite do coração, não acaba mais.

A Medida da Paixão

Lenine e Dudu Falcão

"É como se a gente não soubesse
Pra que lado foi a vida
Por que tanta solidão
E não é a dor que me entristece
É não ter uma saída
Nem medida na paixão
Foi, o amor se foi perdido
Foi tão distraído
Que nem me avisou
Foi, o amor se foi calado
Tão desesperado
Que me machucou
É como se a gente pressentisse
Tudo que o amor não disse
Diz agora essa aflição
E ficou o cheiro pelo ar
Ficou o medo de ficar
Vazio demais meu coração"

O incrível é que, no final, a vida e o coração se aliam de novo e vencem a dor. Mas não é se tornando insensível às novas dores, mergulhando a vida numa redoma de desamor. Não. Quem vence, na verdade, é o amor e a esperança renovada.

Esperança: taí uma coisinha engraçada. Talvez ela me tenha feito insistir naquilo que dói. Mas é também o que me faz levantar todo dia pela manhã, saber daquilo que eu quero, acreditar naquilo que eu preciso, ser fiel às minhas convicções.

Esperança, vou com ela dentro de mim, até que ela me leve ao meu destino. O mais importante eu já tenho: eu sei onde ele está. Só paro quando chegar.

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