terça-feira, 6 de novembro de 2007

A Linha e o Linho

Patchwork, tatuagem... uma estória que já conquistou o seu H maiúsculo e virou História.
Que eu nunca quis como coisa passageira, mas tenho dificuldade em demonstrar de uma vez por todas que é o projeto mais definitivo da minha vida.

A Linha e o Linho

Gilberto Gil

"É a sua vida que eu quero bordar na minha
Como se eu fosse o pano e você fosse a linha
E a agulha do real nas mãos da fantasia
Fosse bordando ponto a ponto nosso dia-a-dia
E fosse aparecendo aos poucos nosso amor
Os nossos sentimentos loucos, nosso amor
O zig-zag do tormento, as cores da alegria
A curva generosa da compreensão
Formando a pétala da rosa, da paixão
A sua vida o meu caminho, nosso amor
Você a linha e eu o linho, nosso amor
Nossa colcha de cama, nossa toalha de mesa
Reproduzidos no bordado
A casa, a estrada, a correnteza
O sol, a ave, a árvore, o ninho da beleza."

Acho que precisamos traçar a curva generosa da compreensão. Porque nós sentimos juntos, mas cada um de nós nem sempre é capaz de compreender o que se passa dentro de si, quanto menos do outro. E, tantas vezes, foi isso que gerou a desconfiança, a incompreensão e, finalmente, a insegurança. Quero deixar isso para trás, fazer de cada possível desencontro um atalho para nos entendermos inteiramente no futuro.


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